Nossas estações
- Marta Gaino

- 27 de ago. de 2001
- 1 min de leitura
Repare nas estações. Parece que a natureza não as define por aqui Ledo engano! Não só estão bem determinadas, como também, nos invadem Transformando nosso corpo para que possamos vivê-las.
No verão nos basta o Sol; e sua presença é tão forte, que nos esquecemos de tudo o mais. E é só dança, festa e alegria aos nossos olhos E essa energia nos faz viver por um bom tempo, mais até do que seria necessário.
No outono é outra história. Não são só as folhas que amarelam e caem, num misto de verão que ainda não foi e de inverno que já chegou. Sem limites entre o que sentimos e o que vemos, olhamos tudo com melancolia numa perda irreparável de tempo. Que volta em lembranças que doem e nos fazem chorar sob alguma amendoeira no jardim. Germinando…
O inverno chega molhado. Chuva, chuva e chuva. Dias escuros, madrugadas frias, num tempo de recolhimento forçado Para que aprendamos a nos reconhecer em nós mesmos. Limitados, sozinhos e profundos aguardando que tudo melhore, para voltarmos a viver.
Com a primavera Alegre, colorida e infantil! Numa nova chance para nos prepararmos para viver de novo. Tentar outra vez. Como as plantas que renascem em cores e flores sem fim. Juntando as experiências do passado em novas tentativas de dizer sim. Para o sol, para o amor, para a vida. Que volta em nossos corações e nos impele à frente mesmo contra nossa vontade.
E vence! Inaugurando um novo tempo Em nossas vidas.



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