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Escrita de mim
- Marta Gaino

- 9 de out. de 2001
- 1 min de leitura
Sempre escrevi. Desde que me lembro de mim, Sempre escrevi.
Coisas tristes, Coisas alegres, Coisas de mim.
Depois negava tudo, rasgava, queimava, Para não saber Mais nada de mim.
Passava o tempo, Relembrava, reescrevia, Vivia de novo uma nova vida, Numa volta acima.
Passou outro tempo E voltei a escrever, No continuum de mim,
Agora mais profundo, Mais maduro, mais eu. Com mais força no que digo, No que sinto,
Com outros em minha vida, Sobre outras vidas, Que gostaria de ter vivido
E que persigo em sonhos Que se transformam em palavras No que escrevo de mim.



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